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Olá visitante, tudo bem? Sou o professor William de Souza, e esse blog foi criado especialmente para meus alunos da escola municipal professor Leudo Valença em Caruaru/PE. Assim, eles poderão estudar em casa durante esse período de pandemia. Mas, todos que tiverem interesse em estudar conteúdos da língua portuguesa, serão muito bem-vindos!

terça-feira, 7 de julho de 2020

Aula 10 - Transitividade verbal

ENTENDA DE UMA VEZ POR TODAS O QUE É TRANSITIVIDADE VERBAL

 

Os verbos são uma das classes gramaticais do português mais ricas e produtivas. Não é atoa que eles levam a fama de serem muito difíceis. 

Eles são recheados de conceitos, temos os modos, os tempos e as vozes verbais. E isso sem falar no quanto os verbos são importantes para a sintaxe do português. 

Portanto, entender essa classe gramatical é fundamental para compreender a língua portuguesa em sua totalidade e, de quebra, mandar bem nas provas, já que os verbos são muito cobrados na parte de gramática.

Por isso, neste post vamos te contar sobre a transitividade verbal, mais um conceito superimportante dessa classe de palavras! Vamos lá? 

 O que é transitividade verbal?

 A transitividade verbal está ligada ao sentido e à regência dos verbos.  

 Como assim? 

             Ficou na dúvida? Eu explico melhor: existem alguns verbos que não possuem sentido completo, enquanto existem aqueles que são plenamente passíveis de entendimento sem qualquer complementação. 

 A intransitividade acontece quando em um período usamos verbos que não necessitam de complementos para serem completamente entendidos. Veja exemplos deste tipo de verbo:

 

  • “Maria correu muito.”
  • “Maria dormiu tarde”

 

Ainda que os advérbios “muito” e “tarde” estejam modificando os verbos “correr” e “dormir”, eles não são imprescindíveis para completar o seu sentido. É possível então compreender plenamente a idéia que o verbo “correr” quer passar, assim como o “dormir”.

Além da intransitividade, existe também no português a transitividade verbal, que tem a ver com a regência dos verbos que não possuem sentido próprio. 

Dentro do português temos os verbos que são necessitam de complementos diretos e indiretos. 

Neste primeiro momento vamos falar da transitividade verbal dos verbos que necessitam de um complemento direto. Veja um exemplo:

  • “Não recebo dinheiro nenhum.” 

 

Ao contrário dos verbos “correr” e “dormir”, o verbo “receber” exige uma complementação para que seja entendido por completo por qualquer pessoa. Porém, ele não exige um complemento preposicionado, logo, a palavra “dinheiro” não vem antecedida por uma preposição, ela está sozinha. E quando isso acontece, dizemos que este verbo possui transitividade verbal direta. 

Por outro lado, a transitividade verbal também está ligada aos verbos que necessitam de complementos preposicionados. Vejamos um exemplo:

  • Duvidava da riqueza dela.”

 

No exemplo anterior, o verbo “duvidar” exige um complemento que venha regido de uma proposição: “da riqueza”.

Para entender bem este tema, você precisa entender o são verbos significativos e o que são verbos de ligação. 

Não precisa ficar ansioso porque no próximo tópico já vamos te contar o que são esses tipos de verbos. Acompanhe!

 

O que são verbos significativos e verbos de ligação?


Neste espaço, vamos te mostrar o que são os verbos significativos e os de ligação e o que isso tem a ver com a transitividade verbal.

Verbos significativos

Os verbos significativos são aqueles muito importantes, talvez, sejam em alguns casos, o termo mais importante de toda a oração. Eles são chamados assim porque desempenham uma função essencial dentro dos períodos e não são meros espectadores ou pontes entre uma palavra e outra, eles modificam todo o sentido daquela frase. 

É isso mesmo! Os verbos significativos são verdadeiras estrelas de cinema. E eles podem ser de três diferentes tipos. Confira cada um desses tipos a seguir:

         1. Verbos intransitivos

Os verbos intransitivos estão ligados à intransitividade verbal. São aqueles que dentro dos períodos e orações são completos em si mesmos e não necessitam de nada para os complementar. Veja um exemplo desse tipo de verbo:

  • “Maria correu muito.”

  • 2. Verbos transitivos diretos

Os verbos significativos transitivos diretos possuem transitividade verbal. Isto significa que ainda que eles sejam estrelas dentro das orações, eles precisam de um complemento direto (palavras ou termos sem preposição) para serem entendidos completamente. 

Para identificar estes verbos você deverá fazer a pergunta: “o quê”.

            Vamos a um exemplo prático. Veja a seguinte oração:

  • Marcelo comeu.   Comeu o que? 

 

            Não tem como saber o que Marcelo comeu, não é verdade? E é por isso que fazemos a pergunta “o quê”. E, então, o complemento do verbo vai nos dizer o que foi que Marcelo comeu:

  • Marcelo comeu pizza.

 Veja mais alguns exemplos de verbos transitivos diretos:

  • Roberta lavou o tênis.
  • Paulo tirou os chinelos.
  • Daniela escovou os cabelos.

 

           3. Verbos transitivos indiretos

Estes são verbos significativos que possuem transitividade verbal. Eles são conhecidos como transitivos indiretos porque precisam de complementos preposicionados. Para identificá-los é bem fácil, você deve fazer as seguintes perguntas: 

  • “para quê”, 
  • “de quê”, 
  • “para quem”, 
  • “em quê” 

 

Veja alguns exemplos de verbos transitivos indiretos:

  • Preciso de uma cama nova.
  • Luto pelo meu país.
  • Acreditamos em discos voadores.

 

         4. Verbos transitivos diretos e indiretos

E, por fim, temos os verbos transitivos diretos e indiretos. São aqueles que possuem transitividade verbal e que sua regência é feita tanto por complementos que respondem à pergunta “o que”, como complementos que respondem às perguntas: “para quê”, “de quê”, “para quem”, “em quê”. 

 

Veja alguns exemplos:

  • Mariana emprestou seus livros à Elis.
  • Raquel convidou Mariana para um chá da tarde.

 

O que são os complementos verbais?

Os complementos verbais são termos que completam o sentido dos verbos. Como você viu anteriormente, os verbos que possuem transitividade verbal vão precisar de complementos verbais. 

Vamos a um exemplo prático para que você entenda melhor. Se, por exemplo, alguém diz: “Eu gosto.”, você consegue inferir, sem contexto, do que essa pessoa gosta? Claro que não, né? 

E é por isso que o verbo “gostar” é um verbo que exige uma complementação para que o ouvinte dessa frase consiga entender do que essa pessoa gosta sem conhecê-la ou mesmo conhecer o contexto da conversa.

Os complementos verbais dividem-se em dois: objeto direto e objeto indireto. A seguir vamos te contar um pouquinho melhor sobre eles. 

 

O que é o Objeto Direto?

O objeto direto é o complemento do verbo transitivo direto. Ele não necessita de uma preposição e é utilizado para completar o sentido de verbos que não possuem sentido em si mesmo. Veja um exemplo:

  • “Maria vendia doces.”

 

Neste caso, “doces” é o objeto direto que completa o sentido do verbo “vendia”, só assim é possível que qualquer pessoa entenda o que Maria vendia. 

 

O que é o Objeto Indireto?

Já o objeto indireto é o complemento do verbo transitivo indireto. Ele irá completar o sentido de um verbo que não possui total entendimento sozinho e precisa ser acompanhado de uma preposição. Quer um exemplo? Então aí vai

“Entregaram à mãe o presente.” Neste caso, o “à mãe” é um objeto indireto e é justamente por isso que a crase acontece, porque há a junção da preposição “a” com o artigo “a”. Desse jeito fica fácil entender a crase, não é mesmo?

Atividade 10

Pessoal, segue o linda atividade nº 10:  https://forms.gle/wQUGf6E5C8rXUx4b7



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